A implementação da videovigilância na escola pública portuguesa recorda a "Teletela"* do romance "Mil Novecentos e Oitenta e Quatro" escrito por Eric Arthur Blair. A facto de se encarar a escola como um local público não parece deixar margem para o direito à liberdade individual dos que a frequentam.
Dos três eixos de actuação do Plano Tecnológico da Educação consta a escol@segura. Cujo conceito consiste em "dotar todas as escolas de sistemas de alarme e de videovigilância" com o objectivo de "aumentar a segurança dos equipamentos nas escolas". "Trata-se de um esforço ímpar de infra-estruturação informática das escolas, que suscita uma preocupação adicional no que respeita à segurança dos espaços e equipamentos escolares e à integridade física dos agentes da comunidade educativa".
Existem locais de trabalho ex: centros comerciais, onde também por razões de segurança, a videovigilância está presente. Por vezes os trabalhadores são questionados sobre pequenas decisões e comportamentos captados, que nada tem a ver com segurança ou integridade física.
Dos três eixos de actuação do Plano Tecnológico da Educação consta a escol@segura. Cujo conceito consiste em "dotar todas as escolas de sistemas de alarme e de videovigilância" com o objectivo de "aumentar a segurança dos equipamentos nas escolas". "Trata-se de um esforço ímpar de infra-estruturação informática das escolas, que suscita uma preocupação adicional no que respeita à segurança dos espaços e equipamentos escolares e à integridade física dos agentes da comunidade educativa".
Existem locais de trabalho ex: centros comerciais, onde também por razões de segurança, a videovigilância está presente. Por vezes os trabalhadores são questionados sobre pequenas decisões e comportamentos captados, que nada tem a ver com segurança ou integridade física.
*Teletela, nome dado a um dispositivo através do qual o Estado vigiava cada cidadão. A Teletela era como que um televisor bidirecional, isto é, que permitia tanto ver quanto ser visto.
Saber mais em:
http://www.escola.gov/docs/RCM_n133_n134_n135_2007.pdf
http://www.escola.gov.pt/eixos-projectos.asp#

"One nation under CCTV",Banksy
CCTV (Close Circuit Television) câmaras de vigilância que populam nas capitais e grandes urbes ocidentais.
10 comentários:
Eu concordo com a video-vigilância nas escolas e outros espaços públicos. Quem não deve não teme. Talvez seja a forma de se acabar com o sentimento de impunidade que se vive nalguns locais, particularmente no espaço escolar.
Até já há quem diga que ainda vamos ter de andar shipados e com um link para as matrículas dos automóveis.
Era a Via Verde para a transformação do Homem num elemento binário.
Sublimes versos escapam das almas dos poetas
Viajando até ao fundo dos céus como balões …
Suspensos ficam no tecto brilhando poesias inquietas
Reflectindo olhos orvalhados em prados de emoções
Dedicado a todos
Os poetas e poetisas
Deste mundo,
Os que já adormeceram,
E aos outros
Que ainda nem sono têm...
Bem hajam!
Uma boa sexta-feira e um melhor fim-de-semana…
O eterno abraço…
-MANZAS-
O administrador deste blog é de Mira?
...se isso for importante,encontram-se num canto do universo do qual Mira fará necessariamente parte.
Boa noite e obrigado
Epá!!!
Fomos atingidos por spam poético.
Como diria o segurança do Xuven: correcto!
Mas já agora sobre o post, se não se criam condições para o aumento do poder a professores honestos, sérios e responsáveis dentro da sala de aula devolvendo-lhes todo o estatuto, autoridade e prestígio que já tiveram, então sim deve-se avançar para a videovigilância dentro das mesmas.
Custa a aceitar a muito boa gente mas é mesmo assim como diz o Seixo.
Os pais que eduquem que os professores ensinam.
Até acho que devia haver acções de formação para pais.
Também gostei daquela do macaco extinto e do seu elemento binário. Um dia destes penso nisso.
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